MP Eleitoral recorre ao STF contra decisão que anulou condenação de Garotinho na Operação Chequinho

O ex-governador e ex-prefeito de Campos Anthony Garotinho Reprodução O Ministério Público Eleitoral recorreu da decisão do ministro do Supremo Tribunal Fed...

MP Eleitoral recorre ao STF contra decisão que anulou condenação de Garotinho na Operação Chequinho
MP Eleitoral recorre ao STF contra decisão que anulou condenação de Garotinho na Operação Chequinho (Foto: Reprodução)

O ex-governador e ex-prefeito de Campos Anthony Garotinho Reprodução O Ministério Público Eleitoral recorreu da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin que anulou a condenação do ex-governador Anthony Garotinho no âmbito da Operação Chequinho. O MPE quer restabelecer a condenação. ➡️A Operação Chequinho investigou um suposto esquema de desvio do programa social Cheque Cidadão, que teria sido usado para a compra de votos em favor de candidatos ligados ao grupo político de Garotinho em Campos dos Goytacazes, em 2016. No recurso, a Procuradoria-Geral Eleitoral argumenta que a decisão de Zanin contrariou entendimento anterior da Segunda Turma do STF, que já havia rejeitado, em 2022, um pedido com o mesmo fundamento apresentado pela defesa do ex-governador. A Procuradoria também afirma que a condenação não teve como base apenas provas posteriormente consideradas ilícitas. Segundo o recurso, há “uma centena de depoimentos de testemunhas colhidos tanto em sede policial quanto em juízo: beneficiários do programa, digitadores, assistentes sociais, funcionários da prefeitura, cabos eleitorais e lideranças políticas”. De acordo com o MP Eleitoral, esses depoimentos relatam, com detalhes, a sistemática de distribuição irregular do programa Cheque Cidadão, com abordagens em residências, praças e igrejas, inclusive durante a noite, com menção explícita à contrapartida do voto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Condenação previa pena superior a 13 anos Em 2021, Garotinho foi condenado pela Justiça Eleitoral por crimes como corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documentos e coação no curso do processo, com pena que chegou a 13 anos, 9 meses e 20 dias de prisão, após aumento determinado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). A condenação foi mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia rejeitado os recursos da defesa. Além de Garotinho, o ministro Zanin também estendeu os efeitos da decisão a outros réus condenados no mesmo contexto da operação. Segundo a Corte, os processos desses réus também foram fundamentados nas mesmas provas consideradas ilícitas.